Primeira Circular

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1ª Circular Singa 2017

(Novembro 2016)

Saudações fraternais a todas as pesquisadoras e todos os pesquisadores, estudantes, militantes e simpatizantes da construção de pensamentos e ações críticas no campo,

Gostaríamos de convidá-las e convidá-los a participar, no próximo ano, do VIII Simpósio Internacional de Geografia Agrária e IX Simpósio Nacional de Geografia Agrária, que acontecerá em Curitiba (Paraná, Brasil, América Latina) entre os dias 01 e 05 de novembro de 2017.

Ao longo de quase 20 anos, desde o 1º Simpósio Nacional realizado na Universidade de São Paulo em 1998, vem se construindo um espaço de debates onde caibam múltiplas vozes. Nesse tempo todo, o evento conseguiu entrelaçar discussões de sempre que precisam de novos enfoques e maiores aprofundamentos, mas também discussões recentes que retratam as mudanças de um campo em movimento, articulando também a geografia, com outras áreas do conhecimento e com os saberes construídos a partir da mobilização social. Para o Singa 2017, queremos propor conversar, nos aproximar e quem sabe até ajudar a construir as múltiplas redes de mobilização social que estão sendo tecidas por toda a América Latina acerca de temáticas diferentes: agroecologia; educação de campo; feminismo comunitário; lutas por terra e território; papel do Estado; reforma agrária; povos e comunidades tradicionais; impactos de grandes empreendimentos de infraestrutura, mineração, etc.

Durante cinco dias, sugerimos que o Singa 2017 seja um espaço comunitário de reflexão/ação para dar visibilidade e debater sobre as resistências e as rebeldias que estão dando forma e sentido aos territórios de vida dessa América Latina que continua vibrante na construção de pensamento crítico em ação a partir de vários lugares e sujeitos.

Serão dias de mesas redondas que retratem essa diversidade temática das mobilizações sociais na América Latina, de trabalhos de campo que nos permitam conhecer as práticas e conflitos de grupos sociais nessa porção sudeste do Paraná, de grupos de trabalho que debatam as pesquisas que vêm sendo construídas, mas também propomos duas atividades mais: 1. Espaços de articulação onde pesquisadores, estudantes, militantes e simpatizantes possam debater agendas conjuntas de pesquisas ou oferecer oficinas para se aprofundar em alguma temática; 2. Singa na rua, que propõe realizar durante o evento uma grande aula pública, no centro da cidade, promovendo alguns debates com a população em geral.

Queremos manter a vocação internacional, e especialmente latino-americana do Singa, além de poder acolher estudantes e pesquisadoras e pesquisadores nacionais e internacionais com alojamento solidário. No entanto, estamos em uma conjuntura de recortes sociais, políticos e financeiros que afetam em cheio à universidade pública. Por isso, em breve, estaremos lançando uma campanha de financiamento coletivo que permita, com a solidariedade de todas e todos, assegurar uma estrutura mínima para que o Singa 2017 possa ser realizado com a diversidade e a qualidade que necessitamos para debater a mudança no ciclo de lutas e resistência no continente. Não abrimos mão dos financiamentos públicos habituais, que serão solicitados oportunamente, mas diante da incerteza desses recursos queremos promover uma certa autonomia com a ajuda daqueles que compartilhem dessa ideia, achem importante garantir as atividades e possam adiantar recursos para construir o evento. Entraremos logo em contato com maiores detalhes.

Resistência, rebeldia e acolhimento queremos que sejam as marcas do Singa 2017, atitudes que nos permitam construir relações sociais de pesquisa próximas e horizontais para enfrentar os desafios de uma conjuntura de perda de direitos, retrocesso no reconhecimento das diferenças e maior exploração e expropriação das classes subalternizadas. Nesse sentido, ao longo deste próximo ano, até o dia primeiro de novembro de 2017, abrimos o blog do evento (https://singa2017.wordpress.com/) como uma janela a partir da qual socializaremos materiais que nos ajudem a enfrentar essa realidade contraditória e esquiva. Priorizaremos textos, entrevistas, notícias, vídeos, livros, músicas ou qualquer material produzidos por nossas convidadas e nossos convidados (ou que gostaríamos que fossem) ou de quem nos inspira para nossos diálogos.

Por enquanto paramos por aqui, já foi uma longa carta de apresentação e de intenções. Temos mais um ano para construir esse encontro que esperamos que seja um encontro de muitos. Passa muito rápido. Desejamos encontrar a todas e todos aqui em Curitiba no dia 01/11/2017 para tecermos juntos redes, como diz Arturo Escobar se fazendo eco das lutas e r-existências latino-americanas, desde baixo, pela esquerda e com a Terra!!!

Curitiba, 01 de novembro de 2017

Coletivo de Estudos sobre Conflitos por Território e por Terra-ENCONTTRA (UFPR)

Com a parceria de: Grupo de Estudos de Geografia Agrária e Território-GEGATE (UEPG), Grupo de Estudos Territoriais-GETERR (UNIOESTE-Fco. Beltrão-PR), Grupo de Pesquisa Geografia das Lutas no Campo e na Cidade-Geolutas (UNIOESTE-Mchal. Cândido Rondon-PR), Grupo de pesquisa Meio Ambiente: Sociedades Tradicionais e Sociedade Hegemônica (PUC-PR), Laboratório de Análises Territoriais Campo-Cidade-LATEC (UEL), Laboratório de Geografia Agrária-LAGEA (UEM), Núcleo de pesquisa Ekoa: direito, movimentos sociais e natureza (UFPR), Observatório da Questão Agrária no Paraná

Contato: singa2017curitiba@gmail.com

 

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